
A possibilidade de indicação para o Supremo Tribunal Federal voltou ao centro das discussões políticas em Brasil após a resistência ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias. Diante do cenário, a ministra Simone Tebet passou a ser mencionada como uma alternativa viável dentro do governo e entre integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
Atualmente filiada ao PSB e cotada para disputar uma vaga no Senado por São Paulo, Tebet tem sido lembrada por parlamentares e aliados do Palácio do Planalto como um nome capaz de reunir apoio político. A avaliação nos bastidores é de que sua indicação poderia reduzir resistências no Congresso e facilitar a condução do processo de sabatina.
Um dos pontos considerados favoráveis é a relação construída nos últimos anos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já destacou publicamente a confiança na ex-senadora. Além disso, interlocutores do governo defendem que a escolha de uma mulher para a vaga no STF atenderia a uma demanda por maior representatividade na Corte.
Apesar das especulações, Simone Tebet ainda não foi formalmente consultada sobre a possibilidade. No momento, sua preferência declarada segue sendo a disputa eleitoral, onde aparece bem posicionada em pesquisas recentes.
Outros nomes também circulam como possíveis indicações, entre eles a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, vinculada à Advocacia-Geral da União.
A decisão final ainda não foi tomada pelo governo federal, e o processo segue em aberto, com expectativa de definição nos próximos meses, diante das articulações políticas e institucionais em curso.

