
A tarifa de energia elétrica ficará mais cara para consumidores de Mato Grosso do Sul. O reajuste médio de 12,11% foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e já está em vigor, impactando cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras no Estado.
De acordo com a decisão, os clientes atendidos em baixa tensão — que incluem residências — terão aumento médio de 11,98%. Dentro desse grupo, o reajuste para consumidores residenciais será de aproximadamente 11,75%, enquanto para o setor rural chega a 12,45%. Já os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, terão elevação média de 12,39%.
A distribuidora responsável pelo fornecimento no Estado, a Energisa, informou que o novo percentual passa a ser sentido nas faturas já nos próximos ciclos de leitura, principalmente a partir do mês de maio.
Entre os principais fatores que influenciaram o aumento estão os encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo utilizado para custear políticas públicas do setor, como subsídios tarifários e programas sociais.
Para amenizar o impacto imediato ao consumidor, parte dos custos foi adiada por meio de um mecanismo técnico conhecido como diferimento tarifário. Com isso, cerca de R$ 21 milhões não foram incorporados integralmente neste reajuste, o que reduz o aumento atual, mas pode refletir em novas elevações nos próximos anos.
O processo de revisão tarifária é anual e segue critérios técnicos definidos pela agência reguladora, levando em consideração custos de operação, investimentos e encargos do setor elétrico.
Com a nova correção, especialistas apontam que os consumidores devem redobrar a atenção ao consumo de energia, já que o reajuste terá efeito direto no orçamento das famílias e também nos custos de produção de empresas.
