
Teve início, no Pantanal sul-mato-grossense, a 12ª edição da Operação Ribeirinha Combinada Acrux, considerada a maior mobilização fluvial da América Latina. A ação reúne mais de 700 militares e segue até o dia 25 de abril, com atividades coordenadas pelo Marinha do Brasil.
O treinamento internacional conta com a participação de forças navais de países da América do Sul, incluindo Armada Argentina, Armada Boliviana, Armada do Paraguai e Armada do Uruguai, reforçando a cooperação internacional na defesa de áreas de fronteira e no enfrentamento a crimes transnacionais.
As atividades operacionais têm início em Ladário e seguem pelo rio Paraguai, em um percurso aproximado de 100 quilômetros até a região onde ocorrem os exercícios. As ações incluem simulações de combate, operações de resgate, além de treinamentos em ambientes fluviais e terrestres, com o emprego de embarcações, aeronaves e tropas especializadas.
Além das forças armadas, a operação também conta com a participação de instituições brasileiras, como a Polícia Federal, ampliando a integração entre diferentes órgãos de segurança pública.
De acordo com a organização, o principal objetivo é aprimorar a interoperabilidade entre os países participantes, garantindo maior eficiência em ações conjuntas. A região do Pantanal foi escolhida por suas características geográficas estratégicas, que oferecem condições ideais para treinamentos desse tipo.
As cidades de Corumbá e Ladário servem como base da operação, devido à estrutura do 6º Distrito Naval. O Brasil é o país anfitrião desta edição, seguindo o sistema de rodízio entre as nações envolvidas.
A Operação Acrux reforça a importância da cooperação internacional para a segurança das fronteiras e a preservação de uma das regiões ambientais mais importantes do continente.

