Pedido de vista suspende julgamento de Everton Romero no TRE-MS; placar inicial é favorável ao vereador

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O julgamento do recurso que pode determinar a cassação do mandato do presidente da Câmara de Aquidauana, Everton Romero, sofreu uma nova interrupção nesta terça-feira (07). Após o voto do relator, o desembargador Vitor Luis de Oliveira Guibo solicitou vista do processo, adiando a decisão final. A previsão é que o caso retorne à pauta no dia 14 de abril.

Apesar da suspensão, o desfecho começou a ser desenhado no tribunal: o relator do caso, desembargador Sérgio Fernandes Martins, votou pela manutenção da sentença de primeira instância, posicionando-se contra o recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e, consequentemente, a favor da absolvição do parlamentar.

O caso subiu para a segunda instância após o MPE contestar a decisão da juíza Kelly Gaspar Duarte, que  julgou improcedente a acusação de abuso de poder econômico.

Os pontos centrais da denúncia envolvem:

  • Abastecimentos Suspeitos: A acusação aponta uma suposta distribuição de combustível na véspera da eleição de 2024 para atrair eleitores.

  • O Papel de Bruno Bica: O Ministério Público sustenta que Bica, assessor ligado historicamente a Romero, coordenava a entrega do combustível.

  • A Defesa: Romero e sua equipe jurídica negam irregularidades, afirmando que o assessor não agia em nome da campanha e que as movimentações no posto referiam-se a negócios particulares de terceiros (como venda de peixes e serviços de som).

Um fator determinante para a insistência do MPE no recurso é o vínculo empregatício entre o suspeito de coordenar a ação e o vereador. Bruno Bica ocupou cargo de confiança na Câmara por indicação de Romero e, atualmente, exerce função gratificada na Prefeitura Municipal.

Para os promotores eleitorais, essa proximidade reforça o indício de que a ação no posto de combustíveis teria finalidade política direta.

Cenários Possíveis

Com o pedido de vista, o tribunal entra em um período de análise técnica mais aprofundada antes do veredito final.

Se o TRE-MS mantiver a absolvição Se o TRE-MS acolher o recurso do MPE
Everton Romero segue no cargo sem restrições. O mandato de vereador é cassado imediatamente.
O processo é arquivado (salvo novo recurso). O parlamentar torna-se inelegível por 8 anos.
Mantém-se a presidência da Câmara Municipal. Nova composição na Mesa Diretora de Aquidauana.

 

Atenção: Até que o julgamento seja retomado em abril, Everton Romero permanece no pleno exercício de suas funções parlamentares e na presidência do Legislativo municipal.