
O cenário político de Mato Grosso do Sul sofreu uma alteração profunda neste fim de semana com a consolidação do Republicanos como uma das principais forças do estado. Em ato oficial realizado na sede da legenda, em Campo Grande, o partido formalizou a entrada do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, além dos deputados estaduais Renato Câmara e Pedro Pedrossian.
As novas filiações posicionam a sigla como peça fundamental na sustentação do governo de Eduardo Riedel e redesenham as estratégias para o pleito de 2026.
Reforço de Peso na Base Governista
A chegada de Barbosinha e dos parlamentares faz parte de uma reestruturação ampla coordenada pelo deputado federal Beto Pereira, que recentemente assumiu a presidência estadual do Republicanos. O evento contou com a presença de lideranças como o deputado estadual Antônio Vaz e o vereador Herculano Borges.
Para o vice-governador Barbosinha, a migração partidária foi um movimento de convergência com outras lideranças sul-mato-grossenses. Questionado sobre a manutenção da dobradinha com Riedel na próxima eleição, ele manteve a cautela: “É um processo em construção que passa pelo diálogo e pelo fortalecimento das alianças”, afirmou.
Expansão da Bancada Legislativa
O partido agora conta com nomes de forte apelo eleitoral na Assembleia Legislativa (ALMS).
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Renato Câmara: Destacou que a escolha pela legenda foi baseada na confiança e afinidade com o grupo político.
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Pedro Pedrossian: Embora não tenha comparecido ao evento físico, confirmou sua entrada, reforçando o DNA político da sigla no estado.
Metas Arrojadas para 2026
Sob o comando de Beto Pereira, o Republicanos não esconde a ambição de se tornar um dos protagonistas nas próximas eleições. O planejamento estratégico da legenda já está em curso, com foco na montagem de chapas competitivas em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
As metas estabelecidas pelo partido incluem:
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Assembleia Legislativa: Eleger entre quatro e cinco deputados estaduais.
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Câmara Federal: Conquistar ao menos duas cadeiras em Brasília.
Análise: Ao abrigar o vice-governador e deputados influentes, o Republicanos deixa de ser um coadjuvante para se tornar o fiel da balança no arco de alianças de Eduardo Riedel. A manobra garante ao partido maior tempo de TV, recursos do fundo partidário e, principalmente, capilaridade política para influenciar as decisões majoritárias daqui a dois anos.

