
Em um movimento estratégico para descentralizar o atendimento às mulheres e combater a violência doméstica, a Prefeitura de Anastácio inaugurou, na manhã desta quarta-feira (25 de março), a Tenda Lilás. O novo equipamento público funciona como uma unidade móvel de acolhimento, projetada para percorrer diferentes regiões e eventos da cidade, quebrando barreiras geográficas e facilitando o acesso a direitos fundamentais.
A solenidade de lançamento reuniu um arco suprapartidário de lideranças e representantes do Poder Judiciário, sublinhando a seriedade da iniciativa. Diferente das estruturas fixas, a Tenda Lilás aposta no modelo itinerante para realizar a busca ativa e oferecer suporte psicossocial e jurídico em locais de grande circulação e vulnerabilidade. Com essa metodologia, a gestão municipal espera que a informação sobre a Lei Maria da Penha e os canais de denúncia cheguem de forma mais eficaz ao cotidiano das cidadãs.
O portfólio de serviços da unidade é abrangente: além da escuta qualificada feita por psicólogos e assistentes sociais, as mulheres terão acesso a orientações jurídicas sobre seus direitos e participação em rodas de conversa. O projeto também foca no fortalecimento da autonomia feminina, com palestras voltadas à saúde mental, autoestima e ao incentivo ao empreendedorismo, entendendo que a independência financeira é um dos pilares para o rompimento do ciclo de violência.

A força institucional do projeto foi demonstrada pela presença da vice-prefeita Maria Vital, do presidente do Legislativo, Lincoln Pellicioni, e de autoridades do sistema de justiça, como o Juiz Dr. Luciano Beladelli, o Promotor Dr. Marcos Brito e a Defensora Pública Dra. Sara Curcino. A integração entre a Secretaria de Assistência Social, o Conselho Municipal da Mulher e a Sala Lilás visa transformar a tenda em uma referência de cidadania e segurança.
Durante o evento, as autoridades reforçaram a importância da denúncia como o primeiro passo para a proteção. A população foi orientada a utilizar a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), o telefone de emergência da Polícia Militar (190) ou procurar a Delegacia de Polícia Civil para garantir que nenhum caso de agressão ou violação de direitos fique sem o devido acolhimento do Estado.

