Julgamento de recurso contra o vereador Everton Romero é adiado para abril no TRE-MS

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O atual presidente da Câmara de Aquidauana responde por suposto abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio; Ministério Público busca reverter absolvição de primeira instância.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) remarcou, na abertura da sessão desta segunda-feira, o julgamento do recurso eleitoral que envolve o vereador e atual presidente da Câmara Municipal de Aquidauana, Everton Romero (PSDB). Inicialmente previsto para esta data, o julgamento foi adiado e agendado para o próximo dia 07 de abril.

O processo é um desdobramento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O órgão contesta a decisão de primeira instância, proferida em setembro de 2025 pela juíza Kelly Gaspar Duarte, que julgou a denúncia improcedente por falta de provas robustas.

A denúncia remete a eventos ocorridos em 5 de outubro de 2024, véspera das eleições municipais. Segundo as investigações do MPE, teria ocorrido uma distribuição irregular de combustível em um posto no centro de Aquidauana para beneficiar a candidatura de Romero.

O pivô da acusação é Bruno Bica, apontado pelo MPE como coordenador da ação. Ele teria autorizado o abastecimento de diversos veículos sem pagamento imediato pelos motoristas. Embora a defesa do vereador sustente que Bica não trabalhou na campanha e não tinha autorização para negociar em seu nome, o Ministério Público destaca o vínculo de confiança entre ambos: Bica ocupou cargo de Assessor Parlamentar Especial na Câmara a pedido de Romero e atualmente exerce função gratificada na Prefeitura Municipal.

Durante a instrução do processo, depoimentos divergentes tentaram justificar a movimentação no posto de combustíveis:

Venda de Peixes: Um casal afirmou ter recebido o combustível como pagamento por uma venda de peixes feita a Bruno Bica.

Carro de Som: Outro motorista alegou que o abastecimento foi um pagamento por serviços de propaganda, negando conhecer o vereador.

O recurso que será analisado pelo TRE-MS no dia 07 de abril é decisivo para o futuro político do parlamentar. Caso o Tribunal acolha os argumentos do Ministério Público e entenda que houve abuso de poder econômico ou compra de votos, as sanções podem ser severas, incluindo a cassação do mandato e a inelegibilidade de Everton Romero por oito anos.

A população e a classe política de Aquidauana acompanham de perto o desfecho do caso, que agora aguarda a nova data na pauta da sala de julgamentos do Tribunal.

Com informações da sala de sessões do TRE-MS.