Força do Agro coloca Campo Grande entre as 12 cidades com maior faturamento em franquias no Brasil

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O dinamismo econômico da capital sul-mato-grossense continua a render frutos no setor de serviços. Segundo levantamento recente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Campo Grande consolidou-se na 12ª posição no ranking nacional de faturamento de franquias durante o primeiro semestre de 2025.

O relatório destaca que o desempenho da cidade foi diretamente influenciado pelo vigor do agronegócio, que injeta liquidez no mercado local e estimula o consumo em redes de diversos segmentos.

O ranking é encabeçado por Porto Alegre, que registrou uma expansão impressionante de 32,97% no faturamento. O Top 5 é completado por Jundiaí, Santos, São Paulo e Florianópolis. No Centro-Oeste, Campo Grande aparece como um dos grandes destaques ao lado de Cuiabá, reforçando a tese de que cidades ligadas à cadeia produtiva do campo estão “blindadas” contra oscilações econômicas mais severas.

Apesar do brilho das capitais, a região Centro-Oeste ainda busca maior representatividade no volume total de operações: responde por 9% das franquias do país, ficando à frente apenas da região Norte (6%). O Sudeste segue concentrando a maior fatia do mercado, com 45%.

A pesquisa também atualizou a lista das gigantes do setor. A Cacau Show mantém a liderança absoluta em número de pontos de venda, seguida de perto pel’O Boticário e McDonald’s. No que diz respeito aos segmentos mais procurados pelos empreendedores e consumidores, a configuração é a seguinte:

Segmento Participação
Alimentação 40%
Saúde, Beleza e Bem-estar 19%
Casa e Construção 9%
Moda 9%
Educação 7%

O crescimento de Campo Grande acima de polos como Goiânia (16ª) e Uberlândia (14ª) indica uma maturação do mercado local. Para analistas do setor, a capital de MS tornou-se um “porto seguro” para novas marcas que buscam consumidores com alto poder aquisitivo e estabilidade financeira.

O avanço de setores como Casa e Construção e Serviços Automotivos reflete o momento de expansão imobiliária e logística pela qual o estado atravessa, impulsionado por grandes investimentos industriais.