
O período pascal de 2026 promete movimentar cifras expressivas em Mato Grosso do Sul, embora o comportamento do consumidor apresente sinais de maior cautela. De acordo com o levantamento conjunto realizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS) e pelo Sebrae, a estimativa é que a data gere uma circulação de R$ 335,68 milhões no estado, somando a compra de presentes e os gastos com as tradicionais celebrações.
O estudo, que consultou 530 pessoas em nove municípios sul-mato-grossenses entre o final de fevereiro e o início de março, revela que o ticket médio por consumidor será de R$ 362,57.
A movimentação financeira está equilibrada entre o varejo de chocolates e o setor de alimentação:
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Presentes: Devem somar R$ 170,09 milhões, impulsionados pela indústria de doces.
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Comemorações: Almoços e reuniões familiares devem injetar R$ 165,59 milhões na economia local.
Apesar dos números robustos, a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira, destaca uma queda de 19,6% no consumo em comparação ao ano de 2025. “O cenário atual indica que o sul-mato-grossense está mais seletivo e atento ao planejamento financeiro, priorizando compras mais estratégicas”, explica a especialista.
O tradicional ovo de Páscoa continua sendo o item mais desejado, liderando com 58,49% das intenções de compra. No entanto, o mercado para produtores locais ganha força: 19,45% dos entrevistados afirmaram que buscarão ovos caseiros. Na hora da escolha, o fator decisivo para 71,74% do público é a qualidade do produto, superando o critério de preço isolado.
Cerca de 62% dos sul-mato-grossenses pretendem celebrar a data, com a maioria optando por reuniões em casa. No cardápio, a tradição regional se mantém viva com o peixe como prato principal. As espécies mais procuradas para o almoço de domingo são:
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Tilápia
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Pacu
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Pintado
O fortalecimento do consumo de peixes locais beneficia diretamente a piscicultura do estado, que tem em março um de seus principais picos de venda.

