
O setor de avicultura em Mato Grosso do Sul iniciou o ano de 2026 com indicadores positivos no mercado interno e uma posição estratégica no cenário global. Segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), o estado detém atualmente 3,8% de participação nas exportações brasileiras de carne de frango in natura, ocupando o sexto lugar no ranking nacional — atrás de gigantes como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No varejo e atacado local, o consumidor sentiu o reflexo de uma demanda aquecida. Em janeiro, o preço médio do frango abatido atingiu R$ 11,20 por quilo, representando uma elevação de 1,9% na comparação com o mês anterior e 2,3% acima do valor registrado no início de 2025.
Um dos destaques do boletim econômico é a melhora na rentabilidade para o avicultor. O ganho real no preço do frango superou a variação do milho (principal componente da ração animal), otimizando a relação de troca:
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Poder de Compra: A venda de 1 kg de frango permitiu a aquisição de 12,20 kg de milho em janeiro.
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Crescimento: O índice representa um avanço de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado, favorecendo o equilíbrio financeiro das granjas sul-mato-grossenses.
Apesar de uma retração de 13,7% no volume total embarcado para o exterior em janeiro (12,6 mil toneladas), a receita gerada apresentou resiliência, com um leve incremento de 0,38%, totalizando US$ 29,09 milhões.
Os principais parceiros comerciais do frango sul-mato-grossense foram:
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Holanda: Liderança isolada, respondendo por 15,9% da receita estadual.
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Japão: Destino tradicional e consolidado.
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China: O gigante asiático aumentou sua demanda pelo produto sul-mato-grossense em 9,5% no volume de compras em comparação ao ano anterior.
A valorização do produto no atacado também foi impulsionada por uma oferta ligeiramente menor. O abate nacional em janeiro de 2026 foi 1% inferior ao registrado em janeiro de 2025, o que, somado à procura firme, sustentou as cotações em patamares elevados.
