Arroba do Boi Gordo rompe a barreira dos R$ 330 e acumula salto de 7% em fevereiro

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O mercado pecuário brasileiro encerra o mês de fevereiro com viés de alta e preços consolidados em patamares elevados. De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq), o indicador do boi gordo, que toma como base as negociações no estado de São Paulo, manteve-se firme acima de R$ 330,00 durante quase todo o período.

Até a última parcial do dia 24, o índice registrou uma valorização acumulada de 7,1%. Esse movimento de subida é sustentado por um “tripé” de fatores que pressiona a oferta e estimula a procura.

Pesquisadores do setor apontam que a combinação de elementos internos e externos tem garantido o fôlego dos preços:

  • Escassez de Oferta: Há uma baixa disponibilidade de animais prontos para o abate no campo.

  • Exportações Recordes: O ritmo de embarques para o exterior atingiu níveis históricos neste início de 2026.

  • Consumo Interno: A demanda doméstica segue resiliente, absorvendo a produção disponível.

No mercado de reposição, o cenário não é diferente. Em Mato Grosso do Sul, o bezerro nelore (8 a 12 meses) acompanhou a tendência de alta, registrando um avanço de 4,56% na parcial de fevereiro.

Para as próximas semanas, o setor produtivo deve monitorar variáveis sazonais que podem ditar o ritmo da arroba:

  • Pós-Carnaval e Quaresma: O comportamento do consumidor brasileiro durante o período religioso costuma impactar a demanda por carne vermelha.

  • Confinamento: A entrada de lotes provenientes de confinamentos pode alterar a oferta no curto prazo.

  • Câmbio e Exportação: A manutenção do ritmo acelerado de vendas externas continua sendo o principal motor para a sustentação dos preços.