
A espera para os entusiastas da pesca em Mato Grosso do Sul chega ao fim com a reabertura oficial das atividades profissionais e amadoras em todo o estado. O diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), André Borges, ressalta que a observância das regras vigentes é o pilar para garantir a continuidade dos estoques pesqueiros na região.
O encerramento do período de Piracema foi precedido por uma força-tarefa entre o Imasul e a Polícia Militar Ambiental (PMA). As ações de vigilância foram intensas e abrangeram diversas frentes:
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Fiscalização Comercial: 113 estabelecimentos e ranchos foram inspecionados pelas equipes.
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Barreiras Terrestres: Pontos de controle foram montados nos municípios de Terenos e Aquidauana, com a abordagem de 171 veículos.
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Patrulhamento Fluvial: Foram monitorados aproximadamente 200 quilômetros nos rios Ivinhema, Paraná e Amambai.
Como resultado das irregularidades detectadas, as autoridades aplicaram multas que, somadas, alcançam o valor de R$ 190.585,00. Ao todo, foram apreendidos 38 petrechos proibidos e cerca de 67,53 kg de pescado, com destaque para a espécie pintado.
Para desfrutar da temporada sem contratempos com a lei, o pescador deve estar atento às exigências do licenciamento e às cotas de captura:
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Licenciamento: A licença ambiental é obrigatória para a modalidade amadora e pode ser emitida via site do Imasul ou pelo aplicativo MS Digital.
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Cotas de Transporte: É autorizada a captura de apenas um exemplar de espécie nativa, além de até cinco exemplares de piranha, sempre respeitando os tamanhos mínimos e máximos permitidos por lei.
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Espécies Exóticas: Peixes como tucunaré, tilápia e corvina não possuem restrição de cota para captura ou transporte.
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Proibições: Permanece vetada a pesca em locais restritos, como próximo a cachoeiras e barragens, bem como o uso de métodos predatórios (redes e tarrafas para amadores).
A comunidade de pescadores esportivos celebra o retorno aos rios com otimismo. O regime de chuvas favorável deste ano contribuiu para a renovação do bioma, o que, segundo praticantes da modalidade, deve tornar a pescaria mais ativa e gratificante em 2026.

