Pleno Emprego: Mato Grosso do Sul alcança menor taxa de desocupação da história no fim de 2025

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Mato Grosso do Sul encerrou o último trimestre de 2025 com um marco histórico em sua economia. O estado registrou uma taxa de desocupação de apenas 2,4%, o índice mais baixo já medido em toda a série histórica regional. Com esse desempenho, o MS consolida-se com a segunda menor taxa de desemprego do Brasil.

Os números, detalhados pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc, revelam um mercado de trabalho aquecido e em constante evolução. O nível de ocupação da população atingiu 62,4%, garantindo ao estado a nona posição no ranking nacional, após um crescimento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Além do aumento no número de postos de trabalho, a qualidade do emprego e o poder de compra do sul-mato-grossense também apresentaram melhoras significativas:

  • Rendimento Médio: O valor médio mensal real chegou a R$ 3.581, o 9º maior do país. Isso representa um aumento de R$ 99,00 (2,84%) em comparação ao terceiro trimestre de 2025 e um ganho real de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

  • Informalidade: A taxa de trabalhadores informais recuou para 30,8%, a 6ª menor marca do Brasil, indicando uma maior formalização dos vínculos empregatícios.

  • Seguridade Social: Houve um aumento no percentual de contribuintes da previdência e uma redução no número de pessoas desalentadas (aquelas que desistiram de procurar emprego).

O fechamento de 2025 foi marcado por uma dança das cadeiras entre os setores econômicos. Enquanto as áreas de serviços e varejo absorveram mais mão de obra, os setores primário e industrial apresentaram retração sazonal ou ajustes:

Setores em Alta Crescimento Setores em Queda Redução
Outros Serviços +4,8% Indústria Geral -4,4%
Comércio +2,8% Transporte -4,0%
Comunicação/Finanças +1,1% Serviços Domésticos -3,8%
Adm. Pública +0,5% Agricultura -3,5%

Para o titular da Semadesc, Jaime Verruck, os dados confirmam a resiliência da economia estadual. “Tivemos queda na taxa de informalidade e do percentual de desalentados. O mercado apresentou um desempenho extremamente positivo, visando sempre a estabilidade e o crescimento da renda do trabalhador”, pontuou o secretário.

O cenário de pleno emprego traz desafios para 2026, como a necessidade de qualificação profissional para preencher vagas técnicas, uma vez que a reserva de mão de obra disponível no estado é, atualmente, uma das menores do continente.