Radiografia da Confiança: 53% dos brasileiros acreditam na segurança das urnas eletrônicas, aponta Quaest

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Um novo levantamento realizado pela Quaest, sob encomenda da Genial Investimentos, revela o atual panorama da percepção popular sobre o sistema de votação no Brasil. Segundo os dados, a maioria dos brasileiros (53%) ratifica a confiança nas urnas eletrônicas. No entanto, o índice de ceticismo permanece relevante, com 43% dos entrevistados declarando discordar da confiabilidade dos aparelhos.

A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 cidadãos em todo o país. O cenário mostra que, embora a confiança prevaleça na média nacional, o país apresenta divisões profundas quando os dados são segmentados por região e preferência política.

A percepção sobre a segurança do voto eletrônico varia drasticamente conforme o mapa brasileiro. O Nordeste se destaca como a região mais fiel ao sistema, onde 59% dos eleitores garantem confiar nas urnas.

Já no Centro-Oeste e no Sul, o clima é de polarização absoluta. Ambas as regiões registram um empate técnico de 48% entre os que confiam e os que desconfiam do sistema. No Sudeste, o índice de confiança está em 54%, superando os 42% que questionam a eficácia tecnológica.

O levantamento estabeleceu uma conexão direta entre o voto na última eleição presidencial e a percepção de segurança:

  • Eleitores de Lula: 75% acreditam na integridade do sistema eletrônico.

  • Eleitores de Bolsonaro: Apenas 26% demonstram confiança, enquanto a vasta maioria (69%) mantém ressalvas sobre as urnas.

  • Abstenções e Votos Brancos/Nulos: Nesse grupo, a confiança é de 59%, indicando que mesmo quem se distanciou dos candidatos majoritários tende a acreditar na ferramenta de votação.

Os dados sugerem que a juventude é a faixa etária mais inclinada a aceitar o sistema digital. Entre jovens de 16 a 34 anos, a confiança atinge 57%. O índice cai para 50% na faixa adulta (35 a 59 anos) e volta a subir para 53% entre os idosos.

No quesito financeiro, os números são mais homogêneos. Brasileiros que recebem até dois salários mínimos apresentam uma confiança de 55%, enquanto nas faixas superiores (acima de cinco salários), o índice se estabiliza em 52%.

O levantamento foi realizado através de entrevistas face a face, utilizando questionários estruturados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança estatística de 95%.