
O futuro do futebol sul-mato-grossense entra em campo com números recordes neste semestre. A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) confirmou a realização do maior Campeonato Estadual de Base Sub-13 já registrado, reunindo 21 clubes de 12 cidades diferentes. A competição, que acontece entre 7 de março e 18 de julho, consolida-se como o principal “canteiro de obras” para revelar novas joias ao futebol profissional.
O torneio reflete uma mudança de mentalidade no mercado da bola. Segundo Marco Tavares, diretor de competições da FFMS, o interesse de grandes clubes nacionais por atletas cada vez mais jovens — entre 10 e 13 anos — transformou essa categoria na mais estratégica do calendário.
As 21 equipes foram divididas geograficamente em cinco grupos. Na primeira fase, os times se enfrentam dentro de suas chaves em turno único. O funil é estreito: apenas os 16 melhores avançam para as fases de mata-mata.
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Período: Março a Julho de 2026.
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Foco: Formação técnica e tática antes da transição para o alojamento profissional (comum no Sub-15).
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Protagonismo: Retorno de clubes tradicionais, como o Comercial, que busca retomar seu espaço na base, e a estreia oficial do São Gabriel na categoria.
O Náutico, atual detentor do título após vencer o Operário nos pênaltis em 2025, entra no torneio sob os holofotes. O presidente do clube, Júlio César, mantém a cautela, destacando que se trata de uma nova safra de atletas. “O objetivo é manter a consistência. O retorno de grandes clubes eleva o nível técnico e valoriza o título de quem chegar à final”, pontuou.
Para o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, o investimento no Sub-13 é um desdobramento do sucesso colhido nos festivais Sub-9 e Sub-11 realizados no ano passado. A meta é criar um alicerce sólido que projete o estado no cenário nacional.
“A categoria de base faz com que a esperança do futebol sul-mato-grossense tenha um alicerce. Queremos que esses garotos virem o produto de um futebol mais organizado e competitivo”, afirmou Petrallás.
A visão é compartilhada por dirigentes como Antônio Soares, do São Gabriel, que enxerga o Sub-13 como o “pulo do gato” para a reconstrução do futebol local. Com grandes clubes do Brasil monitorando o torneio, a competição funciona como uma vitrine de exportação, permitindo que os talentos regionais sejam vistos por olheiros de todo o país sem precisarem sair do estado precocemente.

