
O cenário político de Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo de estabilidade nesta semana. A executiva nacional do Partido Liberal (PL) formalizou a prorrogação das comissões provisórias em todo o país, o que assegura o ex-governador Reinaldo Azambuja no comando da legenda no estado até o dia 11 de maio de 2026.
A decisão, assinada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, ocorre em um momento crucial: o início da janela partidária, período em que parlamentares podem migrar de partido sem o risco de perder o mandato.
A manutenção de Azambuja à frente do PL-MS não é apenas uma questão administrativa, mas um movimento estratégico para as Eleições de 2026. O ex-governador é o principal nome da sigla para a disputa de uma das cadeiras no Senado Federal.
Para consolidar sua pré-campanha, Reinaldo conta com uma base sólida de alianças:
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Aliança Estadual: Apoio irrestrito do atual governador, Eduardo Riedel (PSDB).
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Respaldo Nacional: Aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, figura central do partido.
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Capilaridade: Amplo apoio de prefeitos e lideranças municipais, reforçado pela autonomia para prorrogar comissões municipais que estejam alinhadas à direção estadual.
A cúpula nacional do PL avalia que a medida evita “vácuos” de poder e descontinuidades administrativas durante as negociações de novas filiações. Com a liderança garantida, Azambuja terá mãos livres para coordenar a montagem das chapas de deputados estaduais e federais.
O documento emitido pela executiva nacional também prevê que, após o encerramento deste prazo em maio, uma nova resolução definirá as regras para a escolha definitiva das direções e a homologação oficial das candidaturas para o pleito de 4 de outubro.
A decisão é interpretada nos bastidores como um “selo de confiança” da cúpula nacional na gestão de Azambuja, que transformou o PL em uma das forças mais influentes do Mato Grosso do Sul, unindo o capital político do bolsonarismo à estrutura administrativa do grupo liderado por Riedel.

