
O cenário nas margens do Rio Aquidauana atingiu um estágio crítico nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. Após chuvas intensas que acumularam cerca de 129 milímetros nos primeiros dias do mês — o equivalente a mais de 80% de toda a média esperada para fevereiro —, o nível das águas subiu de forma alarmante, aproximando-se da cota de transbordamento fixada em 7,30 metros.
Na última medição oficial realizada pelo Imasul e pela Agência Nacional de Águas (ANA), o rio já ultrapassava a marca dos 7,20 metros, registrando uma elevação de quase 1,5 metro em um intervalo de menos de 24 horas.
Estado de Atenção e Monitoramento
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e a Defesa Civil Municipal emitiram avisos de evento crítico, classificando a situação como de emergência. O risco de inundação é real tanto para as áreas rurais quanto para os bairros urbanos historicamente vulneráveis, como o Guanandy, Baixada do Córrego João Dias e a região do Pirizal.
A prefeitura de Aquidauana já iniciou a mobilização de abrigos públicos, como o Salão Paroquial da Igreja Imaculada Conceição, para receber famílias que precisarem deixar suas casas preventivamente.
Protocolos de Segurança para a População
As autoridades recomendam que os moradores de áreas baixas não esperem a água atingir as residências para agir. Confira as orientações fundamentais:
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Logística de Emergência: Separe documentos, remédios de uso contínuo e roupas em mochilas de fácil acesso.
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Segurança Elétrica: Em caso de alagamento iminente, desligue a chave geral de energia e feche o registro de gás.
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Mobilidade: Nunca tente atravessar ruas ou pontes cobertas por água. A força da correnteza pode arrastar veículos e pedestres mesmo em lâminas baixas.
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Vulneráveis: Priorize a remoção antecipada de crianças, idosos e animais de estimação para locais elevados.
Previsão Meteorológica
O boletim do Cemtec e do Inmet indica que a instabilidade deve persistir nas próximas 24 horas, com previsão de novas pancadas de chuva para toda a bacia do Rio Aquidauana. O alerta de “perigo” permanece ativo, reforçando a necessidade de vigilância constante.


