
O mercado de câmbio iniciou a primeira segunda-feira de fevereiro (2 de fevereiro de 2026) apresentando uma leve valorização da moeda americana. Após um recuo expressivo de 4,40% registrado no mês de janeiro, o dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,22%, cotado a R$ 5,2593.
Analistas do setor financeiro descrevem o movimento como um ajuste técnico e realização de lucros, em um pregão onde o dólar também avançou perante moedas fortes no exterior.
Panorama Internacional e Commodities
Dois fatores externos foram determinantes para a dinâmica das taxas de câmbio ao longo do dia:
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Petróleo em Queda: O preço da commodity recuou mais de 4%, reflexo do arrefecimento das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã.
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DXY e Treasuries: O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, subiu cerca de 0,70%. O avanço foi impulsionado por dados sólidos da economia americana, como o índice industrial ISM, que saltou de 47,9 em dezembro para 52,6 em janeiro.
Cenário Político e Banco Central
O noticiário doméstico foi movimentado pela provável indicação de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, para uma diretoria no Banco Central. Embora o nome cause certo desconforto em parte dos gestores devido ao seu perfil heterodoxo, o impacto na formação do preço do dólar foi considerado limitado pelos operadores.
“O diferencial de juros brasileiro continua muito atrativo para o carry trade, mesmo com a sinalização do BC de iniciar cortes na Selic em março”, destaca Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.
Projeções para o Trimestre
Apesar da alta pontual, investidores mantêm uma perspectiva construtiva para a moeda brasileira nos próximos meses.
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Meta de R$ 5,00: Especialistas da EQI Investimentos acreditam que, sem novos surtos de aversão ao risco global, o dólar tem espaço para testar o patamar de R$ 5,00 ainda no primeiro trimestre de 2026.
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Fator Fed: O mercado também digere a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed). Sua postura rigorosa contra a inflação pode, futuramente, frear a tendência de queda global do dólar.


