Mercado de Proteínas: Frango ganha competitividade frente à carne bovina em janeiro

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O cenário das carnes no atacado iniciou o ano de 2026 com movimentações distintas entre as principais proteínas consumidas pelos brasileiros. De acordo com o mais recente levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a carne de frango encerra o mês de janeiro sendo uma opção mais competitiva para o bolso do consumidor quando comparada à carne bovina, embora tenha perdido espaço na disputa direta com a carne suína.

A análise, que utiliza como base os preços praticados na Grande São Paulo, reflete a dinâmica de oferta e demanda típica do período de férias e início de ano letivo.

Carne Bovina: Valorização e Cautela

Ao contrário das aves e suínos, a proteína bovina registrou uma leve alta no acumulado mensal. Esse avanço foi sustentado, principalmente, pela firmeza nos preços verificada até meados de janeiro. No entanto, o Cepea alerta para uma mudança de comportamento na última semana:

  • Desaceleração: O ritmo de negócios esfriou nos últimos dias.

  • Cenário: O mercado apresenta uma postura mais cautelosa, com frigoríficos e distribuidores aguardando o comportamento da demanda no início de fevereiro.

Carne Suína: A queda mais acentuada

Entre todas as proteínas analisadas, a carne suína foi a que apresentou a desvalorização mais intensa. Esse movimento fez com que o frango, tradicionalmente a opção mais barata, perdesse parte de sua vantagem competitiva para os cortes suínos, que ficaram mais atrativos no atacado.

Frango: Demanda Interna Tímida

O recuo nas cotações do frango é apontado pelos pesquisadores como um fenômeno sazonal. Em janeiro, as famílias brasileiras costumam reorganizar o orçamento devido às despesas fixas (como impostos e material escolar), resultando em:

  1. Enfraquecimento da Demanda: Menor procura no varejo e atacado.

  2. Sobreoferta: O excesso de produto disponível no mercado força a queda nos preços para garantir o escoamento da produção.

Mesmo com a queda, o frango ainda se beneficia da alta da carne bovina, consolidando-se como o “refúgio” para o consumidor que busca economizar na proteína diária.