
O agronegócio brasileiro iniciou o ano de 2026 com números históricos no mercado externo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atualizados até a quarta semana de janeiro, revelam que o país já embarcou 183,7 mil toneladas de carne bovina in natura, superando todo o volume exportado no mesmo mês do ano anterior antes mesmo do fechamento oficial do período.
O desempenho reflete uma demanda global aquecida e a consolidação do Brasil como principal fornecedor estratégico no cenário internacional.
Volume e Arrecadação em Alta
O crescimento é visível tanto na quantidade quanto no faturamento. A média diária de embarques saltou de 8,1 mil toneladas em janeiro de 2025 para 11,4 mil toneladas no ciclo atual — uma expansão de 40,1%.
Além de vender mais, o Brasil está vendendo melhor. O preço médio da tonelada da proteína valorizou 10,9%, sendo negociado a US$ 5.576,80. Esse conjunto de fatores impulsionou a arrecadação total para a casa de US$ 1,02 bilhão, um salto de 55,4% na receita cambial em comparação ao ano passado.
Os Motores do Crescimento
Especialistas do setor apontam que dois pilares sustentam esse otimismo nas vendas externas:
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Rearranjo Logístico e Sanitário: A indústria frigorífica nacional demonstrou rapidez ao se adaptar às novas salvaguardas e exigências de mercados exigentes como China e México, garantindo a continuidade e o aumento dos fluxos comerciais.
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Oferta Global Equilibrada: Enquanto o Brasil mantém um ritmo produtivo sólido, a oferta mundial de carne bovina não é abundante, o que mantém os preços firmes e o interesse internacional focado no produto brasileiro.
Impacto Regional: MS e o Pantanal
Para estados como Mato Grosso do Sul, que possui um dos maiores rebanhos do país, os dados da Secex trazem otimismo aos pecuaristas da região de Aquidauana e do Pantanal. A valorização da carne no mercado externo tende a refletir na manutenção dos preços da arroba e no incentivo a novos investimentos em tecnologia e genética bovina no estado.

