Polo de Atração: Bioparque Pantanal impulsiona turismo e atrai visitantes de todo o mundo para Campo Grande

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Consolidado como o maior aquário de água doce do planeta, o Bioparque Pantanal completa quase quatro anos de operação transformando a dinâmica econômica da capital sul-mato-grossense. O complexo tornou-se o principal motor do turismo local, atraindo caravanas de diversas regiões do Brasil e do exterior, que planejam suas viagens com o foco exclusivo em conhecer a estrutura.

O impacto vai além das paredes do aquário: a presença massiva de turistas movimenta a rede hoteleira, a gastronomia regional e pontos culturais tradicionais, como a Feira Central e museus locais.

Experiências Inesquecíveis e Inclusão

O complexo é elogiado pela organização e pela capacidade de encantar diferentes gerações. Teruka Anamura, de 79 anos, viajou de Suzano (SP) com um grupo de 60 pessoas e descreveu a estrutura como “fantástica e inimaginável”.

Além do lazer, o Bioparque destaca-se pelo turismo acessível. Um exemplo marcante é o de Leonardo da Silva, um jovem autista que viajou mais de 20 horas de carro com a família, saindo de Palhoça (SC), apenas para realizar o sonho de ver os peixes pantaneiros de perto. A unidade mantém o programa “Bioparque Para Todos – Iguais na Diferença”, que garante uma experiência acolhedora para pessoas com deficiência e neurodivergentes.

Reconhecimento Global e Sustentabilidade

A relevância do empreendimento ultrapassou as fronteiras nacionais. Em 2023, a prestigiada revista norte-americana Time elegeu o Bioparque Pantanal como um dos 50 destinos mais extraordinários do mundo.

“O Bioparque é uma porta de entrada para o Pantanal. Ver visitantes planejando viagens especialmente para nos conhecer reforça nossa missão de conectar pessoas à biodiversidade e promover o turismo sustentável”, destaca Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do complexo.

O Bioparque em Números e Ações

  • Capacidade: Milhões de litros de água abrigam centenas de espécies de peixes e répteis.

  • Pilares: Atuação baseada em Educação Ambiental, Pesquisa, Conservação, Cultura e Lazer.

  • Economia: Redução da sazonalidade turística em Campo Grande e fortalecimento do comércio local.

  • Tecnologia: Uso de inovação para monitoramento da fauna e experiência interativa do usuário.

A estrutura funciona não apenas como um aquário, mas como um centro de conscientização sobre a importância da preservação dos biomas brasileiros, levando a mensagem de conservação do Pantanal para visitantes de todos os continentes.