
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), iniciou 2026 com uma ofensiva estratégica para frear o avanço das arboviroses. Com os índices de dengue ligeiramente superiores aos do início do ano passado e o registro de transmissão de chikungunya em algumas cidades, o Estado unificou o protocolo de combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o território sul-mato-grossense.
A nova estratégia foca em três pilares: tecnologia de monitoramento, ações químicas regionalizadas e engajamento comunitário.
Inovação no Combate: O Mosquito como “Aliado”
A grande aposta para 2026 é a ampliação de metodologias que tornam o controle mais preciso e menos dependente apenas da visão humana:
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Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs): Nestas armadilhas, o próprio mosquito entra em contato com o veneno e, ao voar, transporta o produto para criadouros de difícil acesso, como calhas altas e telhados.
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Ovitrampas: O Estado está na fase final de instalação dessas armadilhas que detectam ovos do mosquito. Dos 79 municípios, 70 já operam o sistema, permitindo um “mapa de calor” da infestação.
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Borrifação Residual (BRI): Diferente do antigo “fumacê”, a Borrifação Residual Intradomiciliar será aplicada em paredes de locais estratégicos e de grande circulação, garantindo proteção por várias semanas.
O coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, destaca que a parceria técnica com as prefeituras é essencial. “Estamos oferecendo suporte para que cada região atue conforme sua realidade local, mas seguindo as diretrizes nacionais de segurança”, explica.
Mutirões Estratégicos: Mais que Recolher Lixo
A orientação da SES para este ano é que os mutirões sejam cirúrgicos. Segundo Mauro Lúcio, não basta apenas limpar; as equipes foram treinadas para identificar o depósito predominante de cada bairro — seja ele caixa d’água destampada, pneus ou lixo doméstico — para que a solução seja definitiva.
Além disso, a meta é que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares rigorosas, com apoio da Vigilância Sanitária em pontos críticos, como ferros-velhos e borracharias.
A Regra dos 10 Minutos
Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, a tecnologia e o trabalho dos agentes só surtem efeito se houver colaboração em casa. A recomendação oficial é que cada cidadão dedique 10 minutos semanais para inspecionar o próprio quintal.
“A ação do poder público se torna muito mais eficaz quando a população participa. Pequenos cuidados diários reduzem drasticamente os focos e fortalecem a prevenção em todo o estado”, ressalta Maymone.
Cenário Epidemiológico Atual
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Dengue: Casos em curva ascendente comparados ao mesmo período de 2025.
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Chikungunya: Transmissão confirmada em municípios específicos, gerando alerta de vigilância.
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Ações: Bloqueio químico com bomba costal motorizada em áreas com casos confirmados.

