Cerco ao mercado ilegal: Vigilância Sanitária apreende milhares de ampolas e canetas emagrecedoras nos Correios

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Uma força-tarefa liderada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA), resultou na apreensão de um carregamento massivo de medicamentos irregulares na sede dos Correios, na Capital. A operação, realizada entre os dias 9 e 12 de janeiro, interceptou itens perigosos que seriam distribuídos ilegalmente, incluindo as populares “canetas emagrecedoras” e anabolizantes.

A ação foi desencadeada após o setor de segurança postal dos Correios identificar conteúdos suspeitos através de inspeção por raio-X. Ao todo, 570 encomendas foram retidas e abertas sob supervisão legal da Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde (GEMPS).

Nova estratégia do crime e itens apreendidos

Os fiscais identificaram que os remetentes estão alterando o modo de envio para tentar burlar a fiscalização: em vez de enviar os dispositivos (canetas) montados, passaram a despachar ampolas separadas para o abastecimento posterior dos aplicadores.

Entre os produtos confiscados por falta de registro, procedência ou autorização da Anvisa, destacam-se:

  • Tirzepatida: 3.168 ampolas;

  • Retratutida: 78 canetas;

  • Outros: Semaglutida, somatropina, toxina botulínica, esteroides anabolizantes (oxandrolona), lisdexanfetamina e suplementos alimentares sem registro.

As apreensões baseiam-se em um rigoroso conjunto de leis federais e estaduais (como a Lei 6.360/76) que disciplinam a comercialização e o transporte de substâncias controladas no Brasil.

Riscos graves à saúde

A Secretaria de Saúde emitiu um alerta contundente sobre o perigo de adquirir medicamentos emagrecedores por canais informais ou sem prescrição médica. De acordo com a SES, o uso dessas substâncias sem a devida procedência sanitária pode provocar:

  1. Reações adversas severas;

  2. Infecções e intoxicações;

  3. Danos metabólicos permanentes.

A autoridade sanitária reforça que a obesidade é uma condição que exige tratamento clínico acompanhado por profissionais habilitados, e não “fórmulas mágicas” vendidas pela internet ou enviadas clandestinamente por via postal.

Denúncias e Fiscalização

A operação “limpa” nos Correios deve seguir de forma contínua em 2026 para desarticular a logística do comércio ilegal de fármacos. A população pode colaborar com o combate a esse crime realizando denúncias diretamente à Vigilância Sanitária Estadual, garantindo o sigilo da informação.

Repórter Cidadão: Você sabia que comprar medicamentos pela internet de sites não oficiais pode colocar sua vida em risco? Já recebeu alguma oferta suspeita de “canetas para emagrecer”? Ajude a alertar a comunidade enviando seu relato para o nosso WhatsApp: (67) 99308-4646.