
Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos estados com a melhor infraestrutura rodoviária do Brasil, ocupando a segunda posição no ranking nacional de qualidade, segundo dados da consultoria ILOS baseados na Pesquisa CNT de Rodovias. Com uma nota de 3,7, o estado divide a vice-liderança com o Rio de Janeiro, ficando atrás apenas de São Paulo (4,3).
Apesar do desempenho superior à média nacional, o setor produtivo sul-mato-grossense ainda sente o peso financeiro das imperfeições na pista. Falhas no pavimento e geometria das vias elevam o custo operacional do transporte em 24,8%, impactando diretamente o preço final de produtos e a competitividade do agronegócio regional.
Radiografia das Estradas Sul-Mato-Grossenses
A análise abrangeu 4.739 quilômetros de malha viária. O estado se destaca pela baixa incidência de problemas graves, ostentando o menor índice de “pontos críticos” do Brasil (apenas 0,04 a cada 100 km).
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Classificação Geral: 58,3% das estradas foram avaliadas como Ótimas ou Boas.
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Extremos Negativos: Apenas 1,1% da malha foi classificada como Ruim ou Péssima.
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Custo da Insegurança: Em 2024, os acidentes rodoviários no estado geraram um prejuízo estimado em R$ 414,9 milhões, somando danos materiais, custos hospitalares e previdenciários.
O Desafio dos Investimentos
Embora MS apresente estradas de alta performance em comparação ao restante do país, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) alerta que a manutenção do status exige aportes bilionários. Estima-se que seriam necessários R$ 4,44 bilhões em investimentos imediatos para recuperar trechos desgastados e garantir a conservação preventiva de toda a rede.
Para o setor de logística, estradas em condições aquém do ideal não representam apenas gastos com pneus e combustível, mas também um aumento severo nos riscos de atrasos e avarias nas cargas — fatores que encarecem o seguro do frete.
Impacto Regional
Em regiões como o Pantanal e o Cone Sul, onde o fluxo de carretas bitrens é intenso devido à celulose e aos grãos, a qualidade do asfalto é determinante para a segurança dos condutores. O ranking reforça que, embora o estado esteja no caminho certo, a depreciação natural das vias exige um cronograma de obras ininterrupto para evitar que o custo do transporte continue subindo.
Repórter Cidadão: Você trafega pelas rodovias de MS com frequência? Qual trecho você considera o mais perigoso ou mais bem conservado atualmente? Participe do nosso debate pelo WhatsApp: (67) 99308-4646.

