
A Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) deu um passo decisivo para consolidar o MS Nutri, iniciativa que visa combater a insegurança alimentar no estado através do reaproveitamento inteligente de excedentes de produção. Em reunião técnica realizada na última quinta-feira (8), a diretoria da central apresentou o projeto executivo e o planejamento orçamentário à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
O encontro, solicitado pelo secretário Jaime Verruck, serviu para alinhar os investimentos necessários para a construção de uma unidade de beneficiamento dentro do próprio complexo da Ceasa.
Industrialização Contra o Desperdício
O diferencial do MS Nutri não é apenas a doação de alimentos, mas o seu processamento técnico. O projeto prevê a criação de um espaço fabril para produzir itens de alto valor nutricional e longa durabilidade, como:
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Sopa Desidratada (Carro-chefe): Um mix de legumes desidratados, macarrão e proteína de soja. Cada pacote tem rendimento médio para até dez refeições.
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Polpas de frutas e Barras de cereais: Aproveitamento de frutas que perderam o valor estético, mas preservam vitaminas.
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Hortaliças Processadas: Verduras higienizadas e embaladas para consumo imediato.
Viabilidade e Parcerias
Durante a reunião, o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa, Fernando Begena, apresentou às representantes da Semadesc, Karla Nadai (Agricultura Familiar) e Maria Tainara Soares (PAA), os detalhes logísticos da captação e do processamento dos alimentos.
O projeto executivo contempla desde a estrutura física até a logística de distribuição gratuita para entidades assistenciais cadastradas. “Nosso objetivo é transformar o desperdício em dignidade”, ressaltou Begena. A iniciativa agora conta com o aval técnico da secretaria e busca atrair parcerias tanto com o poder público quanto com a iniciativa privada para sua plena efetivação.
Impacto Social e Institucional
A implementação do MS Nutri reforça o papel social das Centrais de Abastecimento, indo além da comercialização atacadista. Ao processar alimentos que não seriam vendidos devido a pequenas imperfeições, o programa cria uma rede de proteção para milhares de famílias sul-mato-grossenses que enfrentam dificuldades nutricionais.
As atualizações do cronograma seguem agora para a mesa do secretário Jaime Verruck, que deve dar o sinal verde para o início das obras de infraestrutura no complexo.
Repórter Cidadão: Você conhece alguma instituição que poderia ser beneficiada por esse programa de sopas nutritivas? Acredita que o reaproveitamento industrial é o melhor caminho para acabar com a fome na nossa região? Participe pelo nosso WhatsApp: (67) 99308-4646.

