
Uma jovem de 20 anos, estudante de medicina em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foi presa em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no último sábado (3), transportando uma carga ilegal de medicamentos emagrecedores. A abordagem ocorreu na BR-267, durante uma fiscalização de rotina em uma van de passageiros que fazia o itinerário entre a fronteira e Campo Grande.
A apreensão faz parte de um cerco mais rígido contra o contrabando de substâncias como a Tirzepatida, que não possui registro na Anvisa para comercialização no Brasil e tem sido alvo frequente de apreensões na região.
O Flagrante e a Carga
A prisão aconteceu por volta das 14h30, quando os agentes desconfiaram do nervosismo excessivo da estudante ao ser questionada sobre sua viagem. Durante a inspeção detalhada em sua bagagem, os policiais encontraram:
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134 unidades de medicamentos emagrecedores (incluindo 130 caixas de Tirzepatida de 5mg);
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Duas ampolas de substâncias destinadas a tratamentos estéticos.
O aparelho celular da jovem também foi retido para perícia, embora ela tenha se recusado a fornecer a senha aos agentes no momento da autuação.
“Frete” para quitar mensalidades
Em depoimento à Polícia Federal em Dourados, a estudante confessou que aceitou a proposta de um vendedor ambulante no Paraguai para levar a mercadoria até um supermercado atacadista na capital sul-mato-grossense.
Ela revelou que receberia R$ 100 por caixa transportada, totalizando um valor que seria utilizado para quitar a matrícula e duas mensalidades atrasadas de seu curso de medicina, que haviam sofrido reajuste e estavam fora do orçamento familiar.
Decisão Judicial
A ocorrência foi tipificada como crime de contrabando, uma vez que envolve a entrada de produtos proibidos ou sem registro sanitário no país. Após passar por audiência de custódia, a Justiça Federal acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e concedeu a liberdade provisória à estudante.
Para responder ao processo em liberdade, a jovem precisou pagar uma fiança de R$ 3.242,00 (equivalente a dois salários mínimos) e deverá cumprir medidas cautelares, como a proibição de se ausentar da comarca sem autorização.
Repórter Cidadão: O aumento do contrabando de medicamentos na fronteira reflete a crise financeira ou a busca desenfreada por estética? Dê sua opinião no WhatsApp: (67) 99308-4646.

