Ciclo da Mandioca em 2026: Setor prevê ajuste na produção e maior rigor com mão de obra

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Após um biênio de expansão acelerada, o mercado nacional de mandioca entra em 2026 em uma fase de equilíbrio e ajustes estruturais. Dados compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e projeções do IBGE apontam para uma leve retração na colheita, o que deve estabilizar os preços e reduzir a volatilidade enfrentada por produtores e indústrias no ano passado.

A estimativa oficial é que o Brasil produza cerca de 20 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 2,5% na comparação anual. Esse recuo é reflexo direto de uma redução de 1,7% na área cultivada e de uma produtividade média nacional projetada em 15,7 toneladas por hectare.

Nova dinâmica entre produtores e fecularias

O ano de 2026 marca uma mudança importante nas exigências das indústrias processadoras. Um movimento crescente de fecularias passa a exigir que a colheita seja realizada estritamente com mão de obra formalizada.

  • Impacto nos Custos: A regularização trabalhista deve elevar o custo operacional para os agricultores.

  • Bonificações: Para mitigar esse impacto, algumas indústrias estudam oferecer prêmios no preço pago pela tonelada da raiz, embora o modelo ainda enfrente resistência e gere tensões nas negociações de balcão.

Desafios Financeiros e Tecnológicos

A rentabilidade no campo continua sob pressão. Pesquisadores alertam que o cenário macroeconômico, marcado por juros elevados e maior rigor na concessão de crédito agrícola, pode frear investimentos em biotecnologia e manejo de solo.

Em Mato Grosso do Sul, estado com forte tradição no cultivo, os produtores monitoram de perto esses fatores financeiros, que podem comprometer a produtividade média no médio prazo se não houver fôlego para manter os insumos necessários.

Clima Favorável traz Previsibilidade

Diferente das safras anteriores castigadas por fenômenos extremos, 2026 começa sob a perspectiva de neutralidade climática. Sem a interferência direta do El Niño ou La Niña, a expectativa é de chuvas mais regulares e temperaturas dentro da média histórica. Essa estabilidade meteorológica é vista como o principal aliado para garantir que o ajuste produtivo ocorra de forma ordenada, sem quebras drásticas de safra.

Repórter Cidadão: Você é produtor de mandioca na região de Aquidauana ou Anastácio? Como os custos de mão de obra estão afetando sua margem de lucro? Envie seu relato para o nosso WhatsApp: (67) 99308-4646.