Milho em 2025: Safra Recorde de 141 Milhões de Toneladas e Preços em Recuperação no Brasil

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O setor de grãos encerrou 2025 consolidando o Brasil como uma potência global de produtividade, apesar das oscilações de mercado. O balanço anual do milho revela uma safra histórica de 141 milhões de toneladas no ciclo 2024/25, o que representa um salto de 22% em comparação ao período anterior. O crescimento foi impulsionado pelo excelente desempenho da segunda safra e pelo avanço tecnológico no campo.

Mesmo com a oferta abundante, as médias de preços em 2025 superaram as de 2024. Esse fenômeno foi sustentado por um estoque de passagem criticamente baixo no início do ano (apenas 1,8 milhão de toneladas) e por uma demanda doméstica que permaneceu aquecida durante todo o período.

O Ciclo das Cotações ao Longo do Ano

O mercado de milho viveu momentos distintos em 2025, alternando entre a pressão da colheita e a resistência dos produtores:

  • Primeiro Trimestre: Preços em alta devido à baixa disponibilidade de estoque e gargalos logísticos.

  • Meio do Ano: Com a entrada da safra de verão e o sucesso da segunda safra (“safrinha”), as cotações sofreram retração, influenciadas pela maior oferta do cereal no mercado interno.

  • Reta Final (Outubro a Dezembro): O cenário mudou novamente. Os produtores passaram a segurar o grão, restringindo a oferta no mercado físico (spot). A estratégia resultou em uma nova sustentação dos preços até meados de dezembro, dificultando a recomposição de estoques por parte da indústria.

Cenário Global e Estabilidade

No plano internacional, o mercado manteve-se equilibrado. Enquanto potências como Estados Unidos, Rússia e Ucrânia enfrentaram quedas na produção, o aumento da colheita no Brasil, China e Índia compensou as perdas, evitando crises de abastecimento mundial e flutuações extremas nas bolsas internacionais, como a de Chicago.

Impactos para o Produtor de Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, um dos principais polos produtores, o bom desempenho climático foi fundamental para o recorde. No entanto, o setor encerra o ano atento aos custos logísticos e à capacidade de armazenamento.

Destaques para o início de 2026:

  1. Logística: A partir de hoje, 1º de janeiro, o fluxo de escoamento para os portos deve ser monitorado, especialmente com as obras em rodovias estaduais.

  2. Planejamento: Especialistas recomendam atenção aos relatórios de intenção de plantio para a safra 2025/26, que começam a ganhar corpo neste primeiro trimestre.

  3. Atendimento: Órgãos de fomento e assistência técnica, como a Agraer e o Senar, retomam atendimento administrativo regular na sexta-feira (02/01), após o feriado de Ano Novo.