Parque dos Poderes Vira Foco de Mobilização Contra o Aedes aegypti

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Ação conjunta entre SES e Sesau Campo Grande alerta servidores para o risco de arboviroses; Copos descartáveis abandonados são apontados como criadouros silenciosos, e casos de Chikungunya no Estado já superam sete mil.

O Parque dos Poderes em Campo Grande foi palco, nesta sexta-feira (28), de uma importante mobilização de saúde pública voltada à prevenção de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue e a chikungunya. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), teve como objetivo principal orientar servidores e visitantes sobre medidas essenciais de combate ao vetor.

Agentes Comunitários de Endemias percorreram prédios e áreas externas, identificando potenciais focos e alertando sobre situações de risco. O destaque negativo foi para o uso e abandono de copos descartáveis, que se transformam em criadouros silenciosos dentro dos ambientes de trabalho, além do acúmulo de pequenos resíduos em áreas de mata e terrenos.

Alerta de Chikungunya

Embora Campo Grande tenha registrado um dos menores índices de positividade para dengue no ano, o cenário epidemiológico de chikungunya exige atenção redobrada. Os registros da doença na capital aumentaram significativamente, passando de 73 casos no ano passado para 312 neste ano. Em todo Mato Grosso do Sul, os casos já ultrapassam a marca de sete mil, distribuídos em diferentes regiões.

Mauro Lúcio Rosário, coordenador de Controle de Vetores da SES, enfatizou a importância da responsabilidade compartilhada: “O controle do mosquito é um trabalho que não se resolve em uma única ação. Ele exige presença contínua e responsabilidade compartilhada. Quando cada instituição faz a sua parte e mantém a rotina de cuidados, conseguimos reduzir significativamente os riscos.”

Intensificação da Vigilância

Com a proximidade do período mais crítico, marcado pelo aumento de chuvas e ondas de calor nos próximos meses, a recomendação é intensificar a vigilância e a prevenção.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, reforçou que o sucesso das ações depende do trabalho de campo dos agentes e do apoio dos moradores. A orientação crucial é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, pois um único copo descartável é suficiente para a proliferação do mosquito.

A programação prevê a realização de novos mutirões nos bairros da Capital durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, reforçando o combate que, segundo a SES, começa em cada cidadão.