
Evaldo Antoninho da Silva, o “Zico Aruak”, da Aldeia Limão Verde, comercializa a polpa da palmeira-símbolo do Cerrado; Produto, rico em betacaroteno e conhecido como “vinho de buriti”, impulsiona a economia familiar de forma artesanal.
Em um exemplo de empreendedorismo sustentável e valorização dos recursos naturais locais, o indígena Evaldo Antoninho da Silva, da etnia Terena, encontrou na palmeira do buriti uma importante fonte de sustento para sua família. Conhecido na Aldeia Limão Verde, em Aquidauana, como “Zico Aruak”, ele se dedica à coleta artesanal e à comercialização da polpa desse fruto.
O buriti (Mauritia flexuosa) é uma palmeira majestosa, carinhosamente apelidada de “árvore da vida” por sua vasta utilidade e por ser um emblema do Pantanal e do Cerrado. Sua presença indica áreas úmidas, formando os chamados buritizais, essenciais para a biodiversidade.
Riqueza Nutricional e Uso Versátil
O trabalho de Zico Aruak envolve a coleta cuidadosa dos frutos nas matas e a extração da polpa, um produto altamente nutritivo. A polpa do buriti, de cor alaranjada, é uma das mais ricas fontes naturais de pró-vitamina A (betacaroteno), contendo até 20 vezes mais o nutriente do que a cenoura, sendo um superalimento regional.
A polpa é extremamente versátil na culinária, usada na produção de:
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Doces e Sobremesas: Bolo, torta, sorvetes e picolés.
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Bebidas: O tradicional “vinho de buriti” (polpa diluída) e sucos.
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Outros Usos: Isca eficiente para pesca, além da importância ecológica do fruto para a alimentação de animais silvestres como araras e antas.
O esforço artesanal de Zico Aruak não apenas gera renda, mas também promove a sustentabilidade e valoriza os produtos da sociobiodiversidade.
Os interessados em adquirir a polpa fresca do buriti diretamente com o produtor podem entrar em contato com Evaldo Antoninho da Silva pelo WhatsApp: (67) 99295-5536.
