
Previsão do mercado financeiro para a inflação de 2025 recua para 4,46% após queda na conta de luz, atingindo o limite superior da meta do Banco Central; Analistas mantêm a Selic em 15% ao ano, apesar da desaceleração econômica.
O mercado financeiro revisou para baixo a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC), a estimativa para 2025 caiu de 4,55% para 4,46%, um patamar que atinge o intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo teto é de 4,5% (3% com tolerância de 1,5 ponto percentual).
A queda na expectativa é reflexo direto do resultado de outubro, quando o IPCA fechou em 0,09% – o menor índice para o mês desde 1998, impulsionado pela redução na conta de luz. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,68%, a primeira vez em oito meses que o patamar fica abaixo de 5%, embora ainda ligeiramente acima do teto da meta.
Juros Altos e PIB Estável
Apesar do recuo da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva neste mês, no seu principal instrumento para controlar a demanda e conter a inflação. A taxa atual é o maior nível desde 2006.
Os analistas de mercado preveem que a Selic encerre 2025 neste patamar e comece a cair lentamente nos anos seguintes, com projeções de 12,25% para 2026, 10,5% para 2027 e 10% para 2028.
O BC, por sua vez, mantém cautela, destacando em nota que a inflação ainda está acima da meta e que a incerteza persiste no cenário externo, especialmente devido à política econômica dos Estados Unidos.
No que se refere à atividade econômica, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 permaneceu em 2,16%. Para 2026, a projeção é de 1,78%.
Outras projeções do Focus:
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Câmbio (fim de 2025): R$ 5,40
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Inflação (2026): 4,2%
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Inflação (2027): 3,8%
