
Tenente-Coronel Leonardo Congro detalhou o case de sucesso do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) na AgriZone da Embrapa; Estado combateu a maior seca em 70 anos com Bases Avançadas Estratégicas e antecipação das operações.
Mato Grosso do Sul levou para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), as diretrizes estaduais que permitiram o enfrentamento eficaz aos incêndios florestais agravados pela maior seca dos últimos 70 anos no Pantanal.
O case de sucesso do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) foi apresentado pelo tenente-coronel Leonardo Congro, assessor da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), durante o painel na AgriZone, espaço da Embrapa na COP30, na última quinta-feira (14).
Inovação e Resposta Antecipada
Congro detalhou o Plano de Manejo Integrado do Fogo e as estratégias adotadas na “Operação Pantanal 2024”, classificada como a maior já realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado. Ele destacou que a chave para os resultados positivos foi a antecipação da resposta.
“A Operação Pantanal 2024 iniciou em 2 de abril, muito antes do período crítico tradicional (julho),” afirmou.
Outra medida crucial foi a criação e implantação de 11 Bases Avançadas Estratégicas em regiões remotas do Pantanal. O objetivo era reduzir o tempo-resposta. “O resultado foi imediato, com redução comprovada do número de focos de calor em um raio de 25 km das novas bases instaladas,” ressaltou.
PMIF e Cultura de Prevenção
O Tenente-Coronel Congro reforçou que o PMIF prioriza a prevenção e o controle, incluindo:
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Formação de Brigadas: Capacitação de bombeiros, brigadistas rurais, comunitários e indígenas.
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Técnicas de Manejo: Construção de aceiros estratégicos e fomento à queima controlada e prescrita em períodos adequados.
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Educação Ambiental: Ações em escolas, campanhas de mídia e vistorias técnicas em propriedades rurais para disseminar a cultura de prevenção.
Congro concluiu que o sucesso do Estado reside na responsabilidade compartilhada e no engajamento direto com produtores rurais, ONGs e poder público. A inclusão do Pantanal na agenda da COP30 é vista como fundamental para garantir que o Manejo Integrado do Fogo seja reconhecido como um instrumento essencial de adaptação e mitigação para o bioma.
