
Projetos da Casa dos Ventos em Campo Grande, Paranaíba e Paraíso das Águas terão capacidade para atender 63% do consumo atual do estado; MS entra no Top 10 de energia solar do Brasil, consolidando meta de Carbono Neutro 2030.
Mato Grosso do Sul reafirmou seu papel de destaque na transição energética nacional com a confirmação da implantação de três mega usinas de energia solar, um investimento de R$ 5,12 bilhões da Casa dos Ventos, empresa referência em energias renováveis. A capacidade combinada dos projetos é suficiente para suprir 63% do consumo atual de energia elétrica do estado.
Em reunião na Governadoria, o governador Eduardo Riedel e o titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, receberam o fundador da Casa dos Ventos, Mario Araripe, para confirmar o cronograma das obras:
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Usina Rio Brilhante (Campo Grande): Início da operação em junho de 2026 (491 MW).
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Projeto Solar Seriemas (Paranaíba): Início da operação em julho de 2026 (400 MW).
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Projeto Solar Paraíso (Paraíso das Águas): Início da operação em setembro de 2027 (640 MW).
Pilar do Crescimento Econômico
O secretário Jaime Verruck destacou que a entrada em operação destas três usinas fará com que o estado figure, imediatamente, entre os 10 maiores geradores de energia solar do Brasil.
“Sozinhas, essas três usinas da Casa dos Ventos farão aumentar em 45% a potência instalada do Estado e representa um crescimento de 8% em nível de Brasil,” salientou Verruck.
O investimento se alinha perfeitamente à estratégia de desenvolvimento do Governo, que busca atrair uma carteira de R$ 105 bilhões em projetos privados. Segundo Verruck, a garantia de oferta de energia limpa é um requisito fundamental para os grandes investidores, consolidando as metas do Programa MS Renovável e acelerando a transição energética brasileira.
Impacto e Sustentabilidade
Juntos, os três complexos totalizarão uma potência instalada de 1.531 MW. O desenvolvimento dessas usinas terá um impacto significativo na economia local, gerando mais de 4 mil empregos no pico da fase de construção.
Todos os projetos foram licenciados pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e destinaram mais de R$ 25 milhões em compensação ambiental, reafirmando o compromisso de Mato Grosso do Sul com a agenda de Carbono Neutro até 2030.

