Queda na Demanda e Preços Pressionam Suinocultor Paulista em Outubro

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O poder de compra do suinocultor do estado de São Paulo registrou um recuo em outubro, indicando um enfraquecimento na relação de troca do produtor com os principais insumos da atividade: o milho e o farelo de soja. O cenário, levantado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), reflete a pressão sobre a rentabilidade da suinocultura.

A principal causa dessa retração é a desvalorização do suíno vivo no mercado paulista, uma consequência direta da demanda enfraquecida, conforme a análise do Cepea. Enquanto a cotação do produto final apresentou queda, o custo dos insumos não acompanhou a mesma intensidade de baixa.

Insumos em Movimento Misto

Os preços dos componentes essenciais da ração dos suínos apresentaram dinâmicas distintas. O milho, um dos principais custos para a alimentação animal, registrou uma leve alta no período, pressionando ainda mais a margem do produtor. Já o farelo de soja também apresentou movimento de queda, mas em um ritmo menos acentuado do que o observado para o suíno vivo. Essa combinação de fatores— produto em baixa e insumos com custos estáveis ou em leve alta —resultou na perda de poder de compra.

Apesar do revés mensal, os pesquisadores do Cepea enfatizam que o poder de compra do suinocultor frente ao milho em outubro ainda se mantém em um patamar favorável. O desempenho da relação de troca persiste acima da média histórica da série de dados iniciada em janeiro de 2004, o que sugere que o setor, apesar da pressão atual, opera em uma condição de custo-benefício que foi superior ao longo das últimas duas décadas..

O mercado suinícola, que registrou boas perspectivas para 2025, especialmente devido ao foco no mercado externo e à demanda interna aquecida pela proteína, agora enfrenta o desafio de ajustar a produção às oscilações de preço e demanda no mercado doméstico.