
O mercado de mamão registrou uma nova rodada de desvalorização na última semana, com quedas acentuadas que atingiram produtores nas principais regiões do país. De acordo com o levantamento semanal do Hortifrúti/Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a pressão sobre as cotações foi impulsionada primariamente pela demanda interna enfraquecida neste início de segunda quinzena do mês.
O cenário mais crítico foi registrado no Sul da Bahia, onde o mamão tipo Formosa sofreu uma retração drástica de 54% no preço médio, sendo negociado a R$ 1,63 por quilo. Embora menos intensa, a queda também afetou o Norte do Espírito Santo, onde o tipo Hawai 12-18 foi comercializado à média de R$ 1,14/kg, representando um recuo de 6% em relação ao período anterior.
Pesquisadores do Cepea indicam que, ao contrário do que poderia sugerir a queda de preços, o volume de frutas nas lavouras se manteve estável. A baixa procura do consumidor no varejo e nos grandes centros de distribuição forçou os produtores a reduzirem os valores para evitar o acúmulo de estoque e consequentes perdas de mercadoria.
Perspectivas Cautelosas
Para as próximas semanas, a projeção do mercado não é animadora para a recuperação imediata. Embora a oferta de mamão deva começar a diminuir naturalmente nas roças, o consumo interno segue desaquecido. Essa combinação de fatores, segundo a análise do Cepea, deve atuar como um limitador, impedindo que a esperada redução na disponibilidade de frutas se traduza em uma alta significativa nas cotações até o final do mês.
