
A atenção do mercado doméstico se concentra na participação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em um evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso (FFHC), em São Paulo, onde ele discute o cenário econômico e os rumos da política monetária. Investidores aguardam por sinais sobre a estratégia do BC em relação à taxa de juros e à inflação.
Câmbio em Queda e Foco na Política Monetária
A cotação do dólar, que chegou a abrir em alta, inverteu a tendência, refletindo a importância dos sinais internos para os operadores, que buscam entender os próximos passos do Banco Central.
- Dólar à Vista (Venda): R$ 5,323 (queda de 0,24% por volta das 12h22)
- Dólar Futuro (novembro): R$ 5,357 (recuo de 0,39% na B3)
Na última sexta-feira (03/10), a moeda já havia fechado com leve baixa de 0,10%, cotada a R$ 5,3345. Além do discurso de Galípolo, o BC também atuou no mercado com um leilão de 40 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro.
Galípolo Reforça Cautela com Juros Restritivos
No evento da FFHC, o presidente do Banco Central reforçou o compromisso de perseguir a meta de inflação de 3%, destacando que a inflação atual está em 5,1%, acima do teto da banda. Galípolo sinalizou que o BC vislumbra a manutenção da taxa de juros em patamar restritivo por um período prolongado para garantir a convergência da inflação para a meta.
Ele também relacionou o melhor desempenho do real a uma desinflação mais rápida dos bens.
Cenário Externo Turbulento
Apesar da queda do dólar no Brasil, a moeda americana ganhava força no exterior. O índice DXY – que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes – apresentava alta, negociado a 98,240 pontos. A valorização era impulsionada por instabilidades políticas, como a renúncia do novo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e a pressão sobre o iene devido a expectativas políticas no Japão.
Apesar das turbulências internacionais, a divisa brasileira se manteve à margem do movimento global, sublinhando que as expectativas sobre as diretrizes da autoridade monetária local foram o fator preponderante para a cotação desta segunda-feira.
Cotações de Referência:
Com informações da Agência de Notícias Reuters e dados de mercado de 06/10/2025

