
A produção de laranja no cinturão citrícola, que engloba o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, foi novamente revisada para baixo, atingindo o menor nível histórico em mais de 35 anos. O segundo relatório da safra 2025/26, divulgado pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) e analisado pelo Cepea, projeta uma colheita de 306,74 milhões de caixas de 40,8 quilos, uma redução de 2,5% em relação à estimativa inicial.
Pesquisadores apontam que a queda de frutos foi mais grave do que o esperado, com perdas variando entre 10% e 45% em algumas regiões. O cenário é agravado pela disseminação de doenças como o greening e o cancro cítrico, que têm afetado a produtividade das lavouras. A preocupação agora é que o volume de produção não seja suficiente para recompor os estoques industriais até o final da safra.
A baixa na produção de laranja pode ter um impacto direto no preço do suco, já que o Brasil é o maior exportador global do produto. A situação reflete a necessidade urgente de investimentos em pesquisa e combate a doenças para garantir a sustentabilidade da citricultura no país.

