CPI do Transporte Coletivo em Campo Grande Aponta Possível Inflação de Gastos pelo Consórcio Guaicurus

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A CPI do Consórcio Guaicurus em Campo Grande está prestes a apresentar seu relatório final, e as primeiras informações apontam para descobertas que podem abalar a gestão do transporte público da capital. Conforme apurou o Jornal Midiamax, a comissão pode apontar que as empresas associadas ao consórcio estariam “inflando” despesas para esconder seus lucros.

Os vereadores membros da comissão se reuniram nesta sexta-feira (29) para discutir a inclusão de pontos que teriam ficado de fora de um relatório parcial. A relatora da CPI, vereadora Ana Portela (PL), afirmou que a análise levará em conta três fatores principais: a idade da frota, o desequilíbrio financeiro e a falta de regulação por parte das agências fiscalizadoras.

O presidente da comissão, vereador Lívio Leite (PSDB), confirmou que a reunião serviria para debater os “pontos que não estavam no relatório parcial”. Segundo a reportagem, uma das questões mais graves em pauta é o método de contabilidade do consórcio, que, supostamente, estaria registrando a divisão de lucros entre as empresas como gastos operacionais, o que criaria a falsa impressão de que o negócio não é lucrativo.

O vereador Papy (PSDB), presidente da Mesa Diretora da Câmara, adiantou que o relatório está bem encaminhado e será entregue na próxima semana. Ele destacou que a população de Campo Grande é a principal prejudicada pelo serviço de baixa qualidade e pela falta de fiscalização adequada por parte da Prefeitura. A entrega oficial do documento será na segunda-feira (1º), em uma coletiva de imprensa, marcando a conclusão dos trabalhos da CPI.