Iniciativa de Segurança em Aldeias Indígenas de MS se Torna Referência Nacional e Reduz a Violência

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A política de segurança pública de Mato Grosso do Sul para as comunidades indígenas está sendo reconhecida como um modelo de sucesso a ser implementado em outras regiões do país. A iniciativa de criar conselhos comunitários de segurança indígena tem se mostrado eficaz em pacificar aldeias, fortalecer o diálogo com as forças policiais e garantir um ambiente de paz para os moradores.

Pacificação de Aldeias com Diálogo e Proximidade

Os conselhos são formados por moradores eleitos que atuam como elo entre a comunidade e a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. A estratégia, que já está presente em 17 aldeias de MS, se adapta à organização social de cada etnia para ser mais eficaz. O vice-governador, José Carlos Barbosa, ressaltou que os conselhos são “espaços de diálogo” que promovem a inclusão e o respeito à cultura, oferecendo “soluções conjuntas para proteger as famílias, prevenir a violência e fortalecer a paz nas aldeias.”

Um exemplo da eficácia do trabalho é a aldeia Te’yikue, em Caarapó. Segundo o coronel Carlos Santana Carneiro, a comunidade, que tem quase 2 mil habitantes, era marcada por conflitos internos e um índice de violência preocupante. Desde a implementação do conselho, a realidade mudou. O cacique Anísio da Silva, atual presidente do conselho, confirma as melhorias. “Antes havia violência e a presença de organizações criminosas. Agora, acabaram os problemas aqui dentro, a aldeia está mais pacificada”, afirmou a liderança.

O coronel Wagner Ferreira da Silva, da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), destaca que esta é uma política de Estado, com foco no longo prazo. O trabalho, que tem sido apresentado a delegações do Ministério da Justiça, visa deixar um legado de segurança e cidadania para as comunidades.