
O Festival de Inverno de Bonito está inovando em sua edição atual ao adotar, pela primeira vez, a metodologia “Lixo Zero” e um projeto de descarbonização. As iniciativas, coordenadas pela empresa local Ciclo Azul, visam transformar o evento em um modelo de sustentabilidade, minimizando o impacto ambiental e deixando um legado para a cidade, conhecida por sua natureza exuberante.
Gestão de Resíduos: Coleta e Renda Local
O projeto “Lixo Zero” tem como objetivo principal garantir que a maior parte dos resíduos gerados no festival tenha uma destinação correta. De acordo com a diretora executiva da Ciclo Azul, Lívia Medeiros Cordeiro, os resíduos orgânicos serão destinados à compostagem, enquanto os materiais recicláveis serão doados a trabalhadores locais. A iniciativa não só protege o meio ambiente, mas também gera renda para a comunidade.
Para que a meta de reaproveitamento de mais de 70% seja alcançada, o engajamento do público é fundamental. Coletores e voluntários estarão em pontos estratégicos do evento para orientar as pessoas sobre a separação do lixo em três categorias: orgânico, reciclável e não reciclável. A abordagem já é vista com bons olhos por moradores e visitantes. A fotógrafa Eveline Cássia Larrea Rocha reforça que o projeto é um “exemplo” prático, e o visitante Carlos Eduardo Silva, de Cuiabá, destaca que a iniciativa tem um efeito multiplicador e gera “retorno financeiro para quem vive da reciclagem”.
Legado Verde e Descarbonização do Evento
Além da gestão de resíduos, o festival assume um compromisso inédito com a descarbonização. O objetivo é neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento, desde o transporte até a energia e alimentação. O público é convidado a participar escaneando um QR Code disponível no local. Cada participação ajuda a contabilizar o número de árvores nativas que serão plantadas em Bonito para compensar as emissões de carbono.
Essa prática não apenas reduz os impactos ambientais do festival, mas também deixa um legado duradouro para a cidade, fortalecendo a biodiversidade local, contribuindo para a captura de carbono e criando novas áreas verdes que beneficiam toda a comunidade.

