
O Projeto Patrulha Mirim, uma iniciativa da Prefeitura de Aquidauana e do 7º Batalhão da Polícia Militar, promoveu ontem (21) uma programação especial em apoio à campanha “Agosto Lilás”, dedicada ao combate à violência contra a mulher. O evento teve o protagonismo de crianças e adolescentes, que se tornaram “agentes de transformação” na conscientização sobre o tema.
Conscientização por Meio da Arte e Parcerias
As crianças e adolescentes que fazem parte do projeto apresentaram diversas atividades artísticas sobre o tema. A programação contou também com a participação do grupo de teatro da Escola Estadual Cívico-Militar Maria Corrêa Dias, de Anastácio, reforçando a parceria entre os municípios.
Durante o encontro, autoridades e profissionais da rede de proteção destacaram a importância da mobilização social. O secretário de Assistência Social, Clériton Alvarenga, e a coordenadora do projeto, Márcia Tozani, ressaltaram que, ao envolver jovens na causa, o projeto os capacita a serem multiplicadores de conhecimento e a combaterem a violência em seus ambientes.
O evento ainda teve o apoio do projeto “Quebrando o Silêncio”, da Igreja Adventista do 7º Dia, do Ministério de Motociclistas Adventistas e da própria Escola Cívico-Militar Maria Corrêa Dias, demonstrando a união de diferentes setores da sociedade em prol de uma causa vital.




A busca por uma vida independente é um dos maiores desafios para as vítimas de violência doméstica, e a qualificação profissional surge como a principal solução. Segundo o coordenador do Projeto Geração de Emprego e Renda Kleber Gaeta, o melhor caminho para atender essas mulheres é oferecer-lhes a chance de construir sua própria renda e autonomia.
O projeto, que conta com o apoio da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Aquidauana, defende que a capacitação profissional é a forma mais eficaz de quebrar o ciclo de violência. Ao adquirir novas habilidades e oportunidades no mercado de trabalho, as vítimas podem se libertar da dependência financeira que muitas vezes as impede de deixar relacionamentos abusivos.
A iniciativa busca parcerias para oferecer cursos e formações que atendam a demanda do mercado, proporcionando a essas mulheres a oportunidade de gerar renda e, assim, ter uma vida mais segura e digna. A estratégia é vista não apenas como uma forma de assistência, mas como um investimento na autonomia e na autoestima das vítimas.

