
A Suzano, gigante brasileira de celulose e papel, revelou em conferência com analistas uma série de estratégias para o mercado global. As medidas incluem um aumento de preços para clientes na Ásia e ajustes na produção, enquanto a empresa busca mitigar o impacto de tarifas americanas sobre suas exportações de papel.
Para o mercado asiático, a Suzano anunciou um aumento imediato de US$ 20 por tonelada na celulose, impulsionado por uma “alta demanda” da China desde o final de junho. Segundo o executivo Leonardo Grimaldi, a decisão reflete um cenário de reestocagem que sustenta preços maiores.
Em contraste, o diretor Fabio de Oliveira informou que, para lidar com as tarifas americanas, a empresa criou um estoque de papel e está avaliando redirecionar suas vendas para outros mercados.
Outro ponto de destaque é o ajuste na produção. Embora tenha anunciado uma redução de 3,5% na produção de celulose nos próximos 12 meses por não considerar o volume rentável, o CEO João Alberto de Abreu revelou a possibilidade de aumentar a capacidade da fábrica em Ribas do Rio Pardo (MS) em até 150 mil toneladas anuais, sem investimentos adicionais, graças a um recente acordo com a Eldorado Brasil.

