
O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul, por meio de seu presidente regional, o deputado federal Vander Loubet, confirmou que a sigla deve deixar a base de apoio do governador Eduardo Riedel (PSDB). A decisão é motivada por divergências ideológicas, acentuadas após o governador defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ruptura marca o fim de um acordo estabelecido no segundo turno das eleições de 2022. Em declaração, Loubet explicou que o apoio inicial a Riedel se deu por considerá-lo de “vertente da centro-direita arejada, sensata, democrática”, mas que agora as “diferenças se tornaram inconciliáveis.” Outro fator de peso na decisão é a articulação do “tarifaço” do presidente dos EUA, Donald Trump, pela família Bolsonaro, o que afetou a relação.
Internamente, a saída está em andamento. O deputado estadual Pedro Kemp informou que uma reunião com todos os parlamentares do PT foi agendada para a próxima segunda-feira (11) para formalizar a decisão. Segundo Kemp, cerca de 25 servidores petistas que ocupam cargos no governo devem entregar suas posições.
Novo Cenário Político e Alianças para 2026
Paralelamente à saída do governo, o PT já articula um novo cenário político. Loubet revelou ter se reunido com lideranças de outros partidos, como o vereador Marquinhos Trad (PDT) e seu irmão, o ex-deputado federal Fábio Trad, que recentemente deixou o PSD. Fábio, inclusive, está em conversas para se filiar ao PT e é cotado como possível nome da sigla para disputar o Governo do Estado em 2026.
O objetivo da nova frente é ampliar a atual federação (PT, PCdoB e PV), buscando a adesão de partidos como o PDT, o PSB e o MDB. A chapa majoritária dessa coalizão poderia incluir duas candidaturas ao Senado, com Vander Loubet e a ministra Simone Tebet. Segundo o deputado, o foco é fortalecer as bases de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

