
O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira (24), refletindo um ambiente de cautela impulsionado pelas incertezas em torno das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e seus impactos sobre a economia brasileira. Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa de Valores brasileira registrava uma queda de 0,95%, atingindo 134.077,7 pontos.
O dólar comercial, por sua vez, apresentava oscilações leves ao longo da manhã. A moeda norte-americana era cotada a R$ 5,522, com uma queda de 0,02% no mesmo horário. Esse movimento acompanha o desempenho de outras moedas emergentes e reflete as negociações comerciais internacionais. Na quarta-feira (23), o dólar havia fechado em queda de 0,80%, a R$ 5,5223.
Pressões Externas e Cenário Europeu
Os investidores continuam monitorando de perto os desdobramentos do impasse tarifário entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após o anúncio de novas tarifas sobre aço e alumínio brasileiros. O cenário de incerteza tem pressionado os juros futuros de longo prazo, o que impacta negativamente os ativos de risco, como as ações de empresas mais dependentes da economia doméstica e do consumo.
Adicionalmente, o mercado acompanhou nesta manhã a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que optou por manter a taxa de juros da zona do euro em 2% ao ano. A decisão frustrou parte das expectativas por um corte ainda em julho. A presidente da instituição, Christine Lagarde, indicou que reduções nas taxas só ocorrerão caso a inflação continue sob controle, o que gerou volatilidade nas bolsas europeias e influenciou os mercados emergentes.
Destaques no Ibovespa e Leilões do Tesouro
No Ibovespa, algumas ações reagiram de forma mais intensa ao cenário atual:
- Smart Fit (SMFT3): queda de 3,06%, impactada pelo avanço dos juros futuros.
- Yduqs (YDUQ3): recuo de 2,84%, refletindo preocupações com o financiamento estudantil.
- Cyrela (CYRE3): baixa de 2,60%, diretamente afetada pela abertura da curva de juros.
- Vamos (VAMO3): alta de 1,29%, revertendo as perdas da sessão anterior.
- Braskem (BRKM5) e Brava (BRAV3): subiram 0,89%, impulsionadas por acordos de acionistas e boas expectativas de receita.
Outro destaque do dia foi o sucesso nos leilões de títulos públicos promovidos pelo Tesouro Nacional. Foram vendidos 3 milhões de NTN-F com vencimentos em 2031 e 2035, com taxa média próxima de 14,02%. Já o leilão de 10 milhões de LTN teve uma colocação de 93,7% do lote, com taxas que chegaram a 14,83%, evidenciando forte demanda apesar da cautela com o cenário fiscal e político.

