Questionamentos Sobre o Protocolo de Atendimento do SAMU em Aquidauana Após Caso de Urgência

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O protocolo de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Aquidauana está sendo questionado por um morador, que relata uma experiência preocupante ao tentar socorrer um idoso de 90 anos, acamado e cego. A demora no atendimento, que incluiu uma avaliação médica por telefone, gerou preocupação sobre a eficácia do serviço em situações de urgência que exigem agilidade.

Conforme o relato, ao ligar para o número 192, a chamada foi transferida para um médico que realizou um atendimento telefônico. O morador expressou sua dúvida sobre a capacidade de um médico diagnosticar ou prescrever medicação de forma precisa sem avaliação presencial, especialmente em um caso de emergência que poderia “salvar vidas”. A principal questão levantada é se esse tipo de protocolo, apesar de sua intenção de triagem, acaba atrasando o socorro em vez de agilizá-lo.

O responsável pelo SAMU em Aquidauana, o senhor Bastos, confirmou que já questionou diversas vezes essa forma de atendimento adotada no interior, mas que muitas vezes não há apoio das autoridades para promover mudanças. Ele reconhece que a população é quem “sofre na pele” as consequências.

No caso específico relatado, o atendimento ao idoso levou uma hora para ser conseguido após a primeira chamada. A situação se agravou, e o paciente se encontra hoje na UTI. A demora foi ainda mais significativa, pois, da primeira ligação ao SAMU até o primeiro diagnóstico médico, transcorreram 12 horas.

O SAMU é um serviço de emergência médica gratuito, projetado para atender a população em situações de risco de vida, sequelas ou sofrimento intenso. A situação vivida pelo morador de Aquidauana levanta um debate importante sobre a necessidade de revisão dos procedimentos para garantir um socorro mais rápido e eficiente, especialmente em casos que envolvem pacientes vulneráveis. A comunidade espera que algo seja feito para evitar que a população continue a sofrer ou, em casos mais graves, a morrer por falta de atendimento ágil e presencial quando necessário.