
O dólar à vista operava em alta frente ao real nas primeiras negociações desta segunda-feira (14), com o mercado reagindo às recentes ameaças tarifárias do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a parceiros comerciais. Dados econômicos do Brasil também estavam no radar dos investidores.
Às 9h03 (horário de Brasília), o dólar à vista registrava alta de 0,43%, cotado a R$ 5,572 na venda. Na B3, o dólar futuro para agosto, atualmente o mais líquido, apresentava leve queda de 0,04%, a R$ 5,590. Por volta das 11h30 (Brasília), o dólar comercial estava em R$ 5,553, enquanto o Ibovespa registrava queda de 0,67%, aos 135.275,69 pontos.
O Banco Central informou que realizará um leilão de até 35.000 contratos de swap cambial tradicional hoje, com o objetivo de rolagem do vencimento de 1º de agosto de 2025.
Impacto das Tarifas de Trump e Cenário Internacional
No fim de semana, Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 30% sobre produtos importados da União Europeia e do México, com previsão de vigência a partir de 1º de agosto. Em resposta, autoridades da UE e do México sinalizaram disposição para continuar as negociações, buscando uma possível redução da taxa.
No cenário asiático, as exportações da China apresentaram um aumento de 5,8% em junho em relação ao ano anterior, totalizando US$ 325 bilhões. Esse valor superou a estimativa mediana de analistas. As importações chinesas também cresceram 1,1%, marcando o primeiro aumento desde fevereiro, conforme dados da Administração Geral das Alfândegas divulgados nesta segunda.
Economia Brasileira e Agenda Política
No Brasil, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um indicador prévio do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em maio na comparação com abril. O resultado foi pior do que a projeção de estabilidade (0%) esperada por economistas.
Por outro lado, as projeções de mercado para a inflação em 2025 recuaram pela sétima semana consecutiva. Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (14), a estimativa para o IPCA no ano passou de 5,18% para 5,17%.
No âmbito político, está agendada para amanhã (15) uma audiência de conciliação no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. A reunião envolverá representantes do Executivo e do Legislativo para discutir a questão do imposto sobre operações financeiras (IOF).

