DNA Confirma Ataque Fatal de Onça a Caseiro em MS

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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul confirmou, nesta sexta-feira, 4 de julho, que o DNA humano encontrado nas fezes de uma onça-pintada capturada em abril, no Pantanal, pertence a Jorge Avalo, de 60 anos, caseiro que foi vítima de um ataque fatal. O laudo, encaminhado à Delegacia Regional de Aquidauana, reforça a suspeita de que a onça em questão foi a responsável pela morte de Jorge, ocorrida em 21 de abril, às margens do rio Miranda.

Em maio, o delegado regional de Aquidauana, Amylcar Eduardo Paracatu, havia informado sobre a descoberta de ossos e cabelos nas fezes do felino, mas aguardava a confirmação de que eram humanos. Um laudo necroscópico anterior, emitido em 9 de maio pelo Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana, já apontava que a causa da morte do caseiro foi um choque neurogênico agudo, resultante de um forte trauma na cabeça causado por mordida de onça-pintada. O documento também indicava que o corpo foi arrastado no pesqueiro, com vestígios de sangue e tecido no local.

Detalhes do Ataque e Captura da Onça

A Polícia Militar Ambiental (PMA) confirmou a morte de Jorge em 21 de abril, após encontrar pegadas da onça e partes do corpo em uma fazenda em Aquidauana. No dia seguinte, mais partes do corpo foram localizadas em uma toca da onça, em mata fechada, a cerca de 300 metros do local do ataque inicial.

Jorge Avalo trabalhava na fazenda há 16 anos e já era familiarizado com a presença de onças na região.

A onça envolvida no incidente foi capturada em 24 de abril e levada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande. Após três semanas de cuidados, durante as quais ganhou 13 quilos, o animal foi transferido para o Instituto Ampara Animal, em São Paulo, onde recebeu o nome de Irapuã, que significa “agilidade e força” em tupi-guarani.