Bombeiros de Aquidauana promove oficina sobre atendimento aos autistas

O 1º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros de Aquidauana (1º SGBM), com o objetivo de compartilhar informação sobre como melhor atender a pacientes autistas, promoveu durante toda essa terça-feira, 31, uma oficina gratuita de capacitação, realizada no auditório do 7ºBPM.
A oficina contou com um ciclo de palestras acerca do Atendimento Integrado à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e teve como palestrantes Max Souza Tosta – 2º Tenente do Corpo de Bombeiros Militar de Campo Grande, Alexandre Figueiredo – Policial Rodoviário Federal e a pesquisadora e participante, Marília Gabriela – Terapeuta Ocupacional.

No turno matutino, a oficina foi exclusiva para militares do Corpo de Bombeiros, que trabalharam a Nota de Instrução 010/BM-3/2022, que traz procedimentos a serem observados em ocorrências envolvendo pessoas com transtorno do espectro autista.

Já no turno vespertino, participaram da oficina os Policiais Militares, Ambientais, Civis, Penais, Servidores da Secretaria de Assistência Social e Saúde de Aquidauana e de Anastácio, profissionais do SAMU de Aquidauana, da Associação Pestalozzi, da Associação dos Familiares de Pessoas com TEA de Aquidauana e Anastácio e profissionais dos hospitais.

As secretárias municipais Josilene Rosa (Assistência Social) e Patrícia Panachuki (Saúde) estiveram participando da oficina, parabenizaram ao comandante Shiroma e ao Corpo de Bombeiros de MS pela iniciativa em promover um momento de conhecimento e troca de experiência, visando melhor prestação de cuidado, socorro e atendimento a quem TEA e seus familiares.

Conforme explicou o Major QOBM Victor Heidy Shiroma, essa oficina teve o objetivo principal é de apresentar aos participantes as características comportamentais das pessoas com TEA, bem como, despertar o interesse para que as instituições criem normativas, protocolos e /ou orientações focado para o atendimento.
A oficina além das orientações e normativas sobre como prestar melhor atendimento socorrista, em abordagens policiais e ocorrências diversas, também contribuiu para sanar dúvidas dos profissionais e, ainda, semear a mensagem de que todos podem ajudar a combater a discriminação e o preconceito em relação a quem apresenta TEA, que pertence ao grupo dos transtornos do neurodesenvolvimento.
O transtorno do espectro autista é caracterizado por uma alteração na comunicação/interação com as outras pessoas e por padrões limitados e repetitivos de comportamento e interesses/atividades.

No Brasil, há cerca de mais de 3 milhões de pessoas que possuam quadros compatíveis com os critérios para autismo/TEA, conforme estudos divulgados pela Universidade Federal Fluminense.
Fonte: AGECOM