PL muda comando em MS e indica a coronel Neidy de vice na chapa de Beto

Veio rápido a reação da direção nacional do PL à decisão de Marcos Pollon, deputado federal pela legenda, de se anunciar pré-candidato à prefeitura de Campo Grande, com um vídeo recheado de palavras chulas e ao som de disparos de arma de fogo, porque foi gravado em um clube de tiro.

O parlamentar foi tirado do comando da legenda. O substituto pode ser o deputado federal Rodolfo Nogueira, que se reuniu com o principal líder do PL em Brasília nessa quarta-feira (3).

“Recebi hoje a informação do Waldemar da Costa Neto [presidente nacional do PL], de que não estarei mais à frente da gestão do partido. Agradeço a todos que ombrearam comigo nesta trajetória e dos que precisarem de mim, e do meu mandato de deputado federal, comunico que sigo à disposição.” disse Pollon, em nota à imprensa e afirmou que segue filiado à legenda, pela qual se elegeu em 2022.

O tom para o público é polido, realidade que não se confirma com os acontecimentos dos últimos dias.

Ao se anunciar pré-candidato, Pollon demostrou revolta pela possibilidade de apoio do PL à candidatura do PSDB à prefeitura de Campo Grande, encabeçada pelo deputado federal Beto Pereira.

Bolsonaro reuniu-se com Rodolfo e com o deputado estadual Coronel David, nessa quarta-feira (3) em Brasília. Do encontro, pelas informações tornadas públicas por David, ficou consolidado o apoio ao PSDB.

As conversas nesse sentido avançaram na semana passada, com a ida a Brasília de pesos pesados tucanos, para reunir-se com o ex-presidente.

Está em negociação que participação terá o PL na chapa, inclusive com a previsão de indicação de uma mulher para ser a vice de Beto Pereira.

O nome mais forte é o da coronel Neydi Centurião (PSDB), a primeira a ocupar o posto na PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) e que disputou a eleição passada, para deputada federal. Neydi se afastou do subcomando da PM no mês passado, justamente para cumprir o prazo da Justiça Eleitoral para quem quer disputar a eleição na chapa majoritária.

O caminho escolhido por Bolsonaro para o PL cai como balde de água fria na pré-campanha da prefeita Adriane Lopes (PP). Amadrinhada pela senadora Tereza Cristina, a chefe do Executivo campo-grandense mudou de partido de olho em uma composição que garantisse o ex-presidente da República como cabo eleitoral.

No começo desta semana, Tereza Cristina disse que havia sido surpreendida com a notícia sobre a união entre PL e PSDB e que buscaria respostas de Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.