PMs sequestraram motorista de caminhão para roubar droga

Envolvidos com uma quadrilha de traficantes, os policiais militares alvos de operação desencadeada na sexta-feira (21/6), em Campo Grande, sequestraram o motorista de um caminhão para roubar 90 quilos de maconha. O plano, descoberto pela Inteligência da Polícia Militar, terminou em troca de tiros e na morte de duas pessoas, uma delas o cabo da PM de Mato Grosso do Sul e integrante do grupo, Almir Figueiredo Barros.

De acordo com o Campo Grande News, o boletim de ocorrência foi finalizado na manhã deste sábado (22) e nele, o Batalhão de Choque da PM explica que recebeu informação de que um caminhão com droga acessaria a Capital através da BR-262 e a carga seria roubada por um grupo rival.

Os militares da inteligência se posicionaram e viram um caminhão azul seguido de perto por um Toyota Corolla.

Em seguida, os ocupantes do carro sinalizaram para que o motorista do caminhão parasse, o que foi feito. Na sequência, o condutor foi retirado e colocado em um veículo sedan branco. Então, o veículo de carga seguiu conduzido por outra pessoa e escoltado pelo Corolla.

Ainda de acordo com o Campo Grande News, caminhão e Toyota seguiram até uma chácara, onde cinco suspeitos passaram a cortar a lataria do veículo de carga, momento que o Choque decidiu abordá-los.

O grupo correu para a vegetação e dois deles foram cercados e resistiram com armas de fogo, segundo o Choque relata.

Os dois foram socorridos em estado grave e morreram antes de chegar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Eles foram identificados como Jorcinei Junior Sabala Gil da Silva e o cabo da PM, Almir Figueiredo Barros Junior. Duas armas de fogo foram apreendidas com eles.

Um segundo policial que fazia parte do bando, Laércio Alves dos Santos, foi surpreendido próximo a BR-262 e acabou preso. Ele é o dono do Corolla que escoltou o caminhão. O resto do bando conseguiu fugir.

Em nota enviada à imprensa, a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) disse que o policial preso será encaminhado ao Presídio Militar Estadual, onde todos os procedimentos legais serão tomados.

“A perícia técnica do Estado foi acionada recolhendo todos os indícios e vestígios e a ação será investigada por meio de um Inquérito Policial Militar. Esclarecemos que a PMMS não coaduna com qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes”, diz o comunicado. (Com informações do Campo Grande News)